Ótima, cordial ou péssima: A relação entre vizinhos depende de você

Antigamente, ficar em uma área de lazer do condomínio aos finais de tarde ou nos fins de semana, conversando com os vizinhos em uma roda de chimarrão era mais que um hábito saudável. Além de se cultivar amizades, ajudava a conhecer as pessoas que dividiam o mesmo endereço. Hoje, é raro conseguir tempo entre todas as atribulações diárias para desenvolver relações cordiais com quem mora na porta ao lado. Aliás, percebe-se que, na atualidade, o relacionamento entre moradores de um mesmo andar restringe-se a solucionar problemas – muitas vezes, não de forma amigável.

Um sindicato de São Paulo apontou que, basicamente, os problemas mais corriqueiros na convivência condominial envolvem quatro palavras que começam com a letra “c”: cachorro, carro, cano e criança – e, obviamente, o desdobramento dos tumultos ocasionados por elas. Mas, claro, sabe-se de outras questões pontuais como barulho, vaga de garagem, área comum e tantas outras situações que poderiam se resolver com uma conversa e regras efetivamente cumpridas dentro do espaço condominial.

No final das contas, o relacionamento entre vizinhos pode se tornar uma grande dor de cabeça, passando de tranquilo para desastroso em questão de pouco tempo. E, cá entre nós, não existe nada pior do que não ter sossego e paz no próprio condomínio. Quer uma dica? Diálogo e educação: esses são os ingredientes essenciais para construir uma relação boa com as pessoas que moram a apenas alguns passos, dividindo, inclusive, paredes com você. 

Para garantir a cordialidade entre a vizinhança, listamos algumas dicas úteis:

  • Seja tolerante e receptivo, como forma de conviver harmoniosamente com a vizinhança;
  • Seja sempre respeitoso com seus vizinhos. Não os insulte, por nenhuma razão. Tente ser amigável com as pessoas que dividem o condomínio com você;
  • Procure saber nome, sobrenome, profissão, onde trabalha, ou seja, informações simples sobre seu vizinho. Esse é o primeiro passo para estabelecer uma relação que pode trazer benefícios para ambos – até o famoso network (rede de contatos para negócios) pode começar por meio desta relação.
  • Tenha senso de coletividade. O que é seu, é seu; o que é deles, é deles. Não danifique a propriedade dos vizinhos nem utilize seu espaço sem permissão;
  • Evite, ao máximo, ruídos perturbadores ou comportamento inadequado. Respeite a “lei do silêncio” não tocando músicas em volume alto, especialmente tarde da noite;
  • Se você estiver enfrentando um problema com seus vizinhos, tente resolvê-lo da forma mais racional possível, não recorrendo para aspectos de ordem pessoal;
  • Não propague fofocas pela vizinhança.

 

Texto: Roberta Mattana